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Duna

Julho 21, 2008

Com a pinça de seus calos retirou,
uma a uma,
as agulhas que plantaram
no Saara daquela retina

E a resignação de quem amou,
dia a dia,
não é mais o que arranha,
mas areia doce dos figos

da menina.

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desde

Maio 2, 2008

desde quando o silêncio se legitimou

nessas gotas que me calam a boca;

desde quando a cidade deixou de me invadir

para ser devassada pelas nossas horas;

desde quando o lençol da tua pele amorteceu a queda

do meu rio.

desde quando esqueci o ar

do lado de dentro

do mundo lá fora.